Minha referência é simples e justifico toda esta biografia no Livro do Desassossego de Fernando Pessoa e trago, quando necessário, personagens para compartilhar do mundo real já que "a consciência sã supõe a matéria de que é consciência e ela, tem sempre de ser consciência de um corpo, de uma vida, de uma história humana e, de uma evolução material em que tal história se insere. Bem Vindos!
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Mergulhando.
"Tenho de ir ao mundo de dentro
para poder criar meu mundo de fora.
Quando não vou ao mundo de dentro
Meu mundo externo se angustia
Esperando ser criado, esperando…
ser chamado para Ser".
L. Teixeira.
Bom dia!!!
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Longe.
Dizem que a vida é assim
Cinco sentidos em mim
Dentro de um corpo fechado
no vácuo de um quarto no espaço sem fim.
Aonde está você?
Onde é que eu fui parar?
Aonde é esse aqui?
Por que eu fiquei tão longe?
Longe...
Arnaldo Antunes.
Sábias palavras..
Cito as palavras de Jaques Alain Miller, já que todas as buscas, cedo ou tarde, acabam se voltando para nós mesmos. "Amar verdadeiramente alguém, é acreditar que ao amá-lo se alcançará uma verdade sobre si mesmo. Ama-se aquele que conserva a resposta ou uma resposta à nossa questão 'Quem sou eu?'".
Boa tarde!!!!
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Livro do Galeano.
LIVRO DOS ABRAÇOS, O
EL LIBRO DE LOS ABRAZOS - Eduardo Galeano - Tradução de Eric Nepomuceno.
"Tratar a memória como coisa viva, bicho inquieto: assim faz Eduardo Galeano quando escreve. Sua memória pessoal e a nossa memória coletiva, da América. Quando escreve, ele mostra que a história pode – e deve – ser contada a partir de pequenos momentos, aqueles que sacodem a alma da gente sem a grandiloqüência dos heroísmos de gelo, mas com a grandeza da vida.
Assim é O livro dos abraços. Em suas andanças incessantes de caçador de histórias. Galeano vai ouvindo de tudo. O que de melhor ouviu ele transforma em livros como este, onde lembra como são grandes os pequenos momentos e como eles vão se abraçando, traçando a vida.
"A memória viva", diz Galeano, "nasce a cada dia" como diz e demonstra, em muitos outros livros seus e neste. Nada que possa ser dito sobre este livro é capaz de chegar perto da beleza e da emoção que estas páginas contêm. Abra-o com cuidado: ele é delicado e afiado como a própria vida. Pode afagar, pode cortar. Mas seja como for, como a própria vida, vale a pena".
Celebrar.
Ir procurando eternamente mutações em si mesmo conduz a imortalidade".
(Herman Hesse)
Se lembrar de celebrar muito mais
Quanta mudança alcança o nosso ser. Posso ser assim, daqui a pouco não. Posso ser assim daqui a pouco? Se agregar não é segregar. Se agora for, foi-se a hora. Dispensar não é não pensar. Se saciou, foi-se embora. Quanta mudança, daqui a pouco... Se lembrar não é celebrar. Dura-lhe a dor, quando aflora. Esquecer não é perdoar. Se consagrou, sangra agora. Tempo de dar colo, tempo de decolar. O que há é o que é e o que será, nascerá. Nasss... será? Reciclar a palavra, o telhado e o porão. Reinventar tantas outras notas musicais. Escrever um pretexto, um prefácio, um refrão. Ser essência, muito mais. Ser essência muito mais. A porta aberta, o porto, a casa, o caos, o cais. Se lembrar de celebrar muito mais. A poesia prevalece, a essência, a paz, a ciência. Não acomodar com o que incomoda. Vou, vou engarrafar essa dor, vou engarrafar a saudade, vou me embreagar de tristeza. Bendizendo ela vira beleza. Gentileza gera gentileza.
(O Teatro Mágico)
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